Sobre

Fabien & Annabel Liquori

Meu nome é Fabien, nasci em São Paulo, e vivo junto à casinha vermelha de Pierre FATUMBI Verger no bairro Engenho Velho de Brotas em Salvador de Bahia no Brasil, e sou titular de um Mestrado de Pesquisa do Instituto Pluridisciplinar de Estudos sobre as Américas na Universidade Toulouse Jean Jaurès, obtido em intercâmbio com a UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Fabien Liquori

Credito Foto : Le multiface

Minha experiência é excepcional porque que há cerca de quinze anos vivo em «trânsito» entre a França e o Brasil sob a forma de «Viagem Iniciática».

Aqui na Bahia, encontrei pessoas extraordinárias que me enriqueceram em todos os sentidos da palavra, tanto intelectual como espiritualmente. Além de me sentir profundamente comovido pela generosidade do coração e de espírito dos baianos. Eles me ajudaram a forjar as ferramentas que me trouxeram de volta e que são:

  • A assimilação na cultura Afro Brasileira através da religião do Candomblé.
  • E adesão aos valores sociais da obra de Pierre Verger através a fotografia.

Salvador de Bahia, porque?

Certamente, também escolhi essa cidade graças a Jorge Amado, um dos autores brasileiros de referência que utiliza a pluma literária como um etnógrafo. Jovem adolescente, na França, foi ele que me permitiu conservar um vínculo com o povo brasileiro, através da leitura de suas novelas nos longos serões de inverno. Precisamente, a Sociologia, algo que me é familiar, uma disciplina que segui durante meu currículo universitário, talvez por que desde de meus 10 anos, quando tive a oportunidade de vir passar férias no Brasil, em casa de meu pai, tentei, já nessa altura, compreender meu povo brasileiro para restituir sentido a minha história familiar.

Gostaria de prestar homenagem a essa escola republicana francesa que me ajudou a desenvolver minhas ideias. Cresci brincando com Yasser e também com o filho de minha professora primária, sem nenhuma distinção de classe social, com um acesso igual para todos na cultura, graças a minha mãe Danielle.

A planta erigida das raízes plantadas nessa França não deu rebentos, e excetuando minha irmã e minha mãe, do meu ponto de vista, nenhum parente meu ficou por lá. Talvez desajeitadamente, não tenha propiciado o terreno fértil nesse solo de França.

Contudo, prefiro pensar que meu destino seria bem diferente e que precisava regressar a minhas origens para me redescobrir e para me «salvar», mais precisamente «encontrar minha salvação» segundo diz o verbo português «resgatar», tomando assim esse significado e duplo significado.

Minha pesquisa não conduziu a conceitos inovadores sobre os conhecimentos das religiões Afro-Brasileiras do Candomblé, mas teve o mérito de reabilitar o percurso de Pierre Verger de maneira original. Com efeito, este trabalho partiu de seu próprio domínio de pesquisa e, comparativamente a outras pesquisas já efetuadas sobre o mesmo tema, pesquisas mais clássicas sobre domínios de investigação não buscando obrigatoriamente respostas ao verdadeiro problema do posicionamento metodológico do pesquisador perante questões de ordem metafísica e espiritual de religiões iniciáticas, o que me parece ser um dos temas centrais da obra de Pierre Verger, em minha qualidade de pesquisador.

Retrato de Fabien Liquori realizado em 2010 (Abaixar o PDF)

Credito Foto : Jan Kovar

Eu me chamo Annabel, nasci no Rio de Janeiro, tenho 42 anos e sou francesa. Eu moro perto de Marselha, na França, e sou ferrera-metalurgista. Eu gostaria criar oficinas com adolescentes para promover minha profissão e posso refazer o portão de entrada do Espaço Cultural Pierre Verger.

Tenho um percurso atípico após meu encino medio, eu ficei 1 ano nos Estados Unidos para aprender inglês em uma família Americana do New Hampshire. Entrei em um curso universitário de Sociologia em Toulouse junto com meu irmão Fabien, depois oriento-me para a Etnologia na Licenciatura. Fiz minha Licenciatura e meu Mestrado em Etnologia em Aix-en-Provence, graças a uma bolsa de estudos da categoria V enquanto eu era babá para pagar minha morradia nessa cidade.

Para meu Mestrado (que se tratava de um cooperativa agrícola e artesanal de mulheres do norte do Burkina Faso), fiz duas viagens de pesquisa na África no Burkina Faso e viajei pelo rio Níger em país DOGON.

Após meu mestrado, comecei a trabalhar em Marselha em uma associação (uma ONG que fazia campanha pelos direitos das mulheres mediterrâneas), e rapidamente vi que o atmosfera de secretariado, as relações dos colegas no âmbito do trabalho de escritório eram sujeito a fofocas que não eram compatíveis com minhas aspirações profissionais. Após 2 anos nessa associação, decidi treinar novamente.

Eu sempre fui atraído pela atmosfera da oficina, "o bricolage", o aspecto material de um trabalho manual para criar, em vez de não ser produtivo num tempo determinado e  querendo criar uma atividade de muito sabedoria com custos de produções.

Treinei em dois anos em um nível abaixo do meu nível acadêmico inicial para obter um CAP (Certificado de Aprendizagem Profissional) em feragem e metalurgia em um CFA (Centro de Formação  e Aprendizado), onde entrei em contato com jovens para alguns com quase mais de 10 anos a menos que mim.

Com quase 25 anos de idade, com meu diploma em mãos, fiz vários estágios com profissionais da região de Marselha e, em seguida, ingressei como funcionário na empresa PROFERRO, cujos chefes são "Compagnons du devoir" (corporação de artesã da Idade Média).

Nesta empresa, práticei o ferragem e, durante 10 anos, pratico o trabalho da forja em reuniões em toda a Europa.

Infelizmente, um acidente terrível em minha empresa (houve um incêndio em minha oficina) que forçou meu empregador a parar temporariamente a trabalhar e o obrigou a me demitir por razões financeiras. Mas foi uma oportunidade de recuperação, porque, seguindo o conselho de meu chefe e suas recomendações, decidi viajar pela Europa para aprender novas técnicas de trabalho e aumentar minha formação profissional.

Rodei pela Europa durante quase 7 anos, onde dormi durante minha viagem em pouco menos de 200 lugares diferentes:

- Trabalhei 2 anos e meio na Inglaterra e Escócia em várias oficinas.
- Trabalhei 6 meses na Irlanda.
- Então eu fui 1 ano e meio para a Alemanha, onde trabalhei no noroeste do país.
- Trabalhei no Luxemburgo numa empreza por quase 1 ano.
- Eu terminei minha volta pela Europa nas rotas de ferro na Suíça por 18 meses.

Na minha viagem, multipliquei contatos com outros profissionais em reuniões nacionais e europeias de forjamento.

Hoje, de volta à França (Provença e Alpes Marítimos), abriu meu negocio em uma antiga <Forge> de familia, no vilarejo de THOARD.

Gostaria de assumir o desafio de vincular meu estudas universitarias em Etnologia com minha profissão atual, sabendo que meu irmão há 20 anos multiplicou viagens a Salvador da Bahía até ele se estabelecer lá. Gostaria de saber mais sobre o trabalho de MARIO CRAVO e CARYBÉ, amigos de Pierre Verger, para renovar meu gosto pela África e minhas raízes Brasileiras. Eu gostaria de criar uma forma de residência artística temporária que também me permitisse me reconectar com meu país de nascimento e continuar afirmando que sou francesa.

Espero ter tempo para seguir as instruções de pesquisa de Dona CiCi (Mãe CiCi) para aprender sobre o artesanato e suas técnicas afro-baianas, bem como o trabalho artístico das "Ferramentas" dos Orixás.

Eu já conheço Salvador da Bahía, aonde fui em 1999, como parte de uma viagem turística com minha mãe, e continuamos nossa viagem, depois para Fortaleza e para Belém.

Saí do Brasil quando era muito jovem (1 ano de idade). Eu ainda não falava português ao contrário do meu irmão, no entanto, aprendi esse idioma na universidade e durante minhas viagens ao Brasil para conhecer meu pai.

 Na minha profissão, já fiz aulas de desenho e pratico desenho industrial.

Meu enriquecimento chegaria ao poder, por sua vez, se beneficiaria da minha experiência com jovens em busca de trabalho, enquanto eu me enriquecia da cultura Afro-Brasileira em Salvador através dos diferentes Griôs da Fundação Pierre Verger : Griô em Danse, na Capoeira. Durante minha vida universitária, pratiquei teatro e até pertencia a uma tropa em Marselha.

Falo bilíngue francês e inglês. Vou ter que me familiarizar novamente com o português que não pratico há 20 anos, aprendi espanhol no ensino médio e tenho noções de alemão que aprendi no contexto do meu trabalho.

Para não perder o vínculo com meu irmão Fabien e saber que sua casa está aberta para mim em Salvador, convido vocês, Bahianos, a conhecer meu trabalho ...

                                                                    Página de Annabel Liquori no Facebook - Ateliers de Forges

Estudos

Diplome Vente Vin Suze La Rousse

Parcours professionnel pt-br

Garçom, Camareiro e Garoto Limonadiê

Article Cafe Saint Sernin

Operário técnico nível 2 em sala limpa (clas.10) - laboratório PHOTORESIST - equipes de fim de semana - MOTOROLA

janeiro 1996 – janeiro 2008 (12 ans) – Wafer Fab Toulouse -

Começou sua formação sobre as tecnologias SMARTMOS 2.5 e 3A :

  • Especialista em Alinhamento FOTOS (treinado em equipamentos Stepper Ultratech, Nikon, Canon e Perkin).
  • Testes preventivos de primeiro nível do "Process Engineering" para verificar os processos de fabricação em micro-fotolitografia (Open Frame, Focus, Calibração, Overlay, OAI e teste de partículas).
  • Resolução de Zmode na chave OAT, "Pré-Align. e Image-Align."
  • Gerenciamento de fluxo de trabalho (já trabalhou como operador de fluxo no laboratório PR).
  • Treinado para inspeção ADI em binóculos para lotes 2.5 e 3A.
Rio Vermelho CP 2102 41950-970 Salvador – Bahia – Brasil +55 (71) 3261 3400 +55 (71) 9993 42484 horta.fatumbi.fabi@gmail.com

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