Salvador de Bahia

Durante sete anos, entre 2009 e 2016, gostei de fotografar as oficinas do Espaço Cultural da Fundação Pierre Verger. Este trabalho levou-me a cortar o meu fundo fotográfico em 4 temas principais que você pode ver abaixo: "cantar, contar", "brincar", "comer" e "sorrir".


Eu criei uma pequena rotina porque eu estava em situação de migração em um país onde eu tinha deixado de viver na idade de seis anos.
A fotografia tem sido minha maneira de me comunicar com os vários atores deste lugar.
Meu foco foi especialmente na Dança Afro e na Educação Alimentar.
A Oficina de Dança Afro sobre a direção do Professor Negrizu, permitiu-me desenvolver uma reflexão do movimento e do corpo para interagindo com a Dança dos Orixás no Candomblé.
Dançando com Griô Negrizu é para mim uma das atividades com as quais eu tive o prazer de participar e fotografar.
Esta Oficina foi quem abriu minha mente para a verdadeira beleza e estética da Cultura Afro-Brasileira.
A Oficinas de Educação Alimentar na instigação de Marlene permitiu-me adquerir uma sensibilidade para outro aspecto da Cultura Afro-Brasileira dos terreiros de Candomblé, que ou seja, culinária Baiana.
Durante as sessões, crio-se um verdadeiro formato de trabalho com ás histórias de Vovó CiCi e foi lançado o livro COZINHANDO HISTORIAS , na qual participei em estreita colaboração com meu senso agudo da ganância e do sabor.
Fotografar gradualmente se tornou meu modo de expressão e comunicação com toda a Fundação Pierre Verger.
A fim de estar sempre pronto para organizar meu acervo fotografico, eu criei uma conta no Facebook para dar a minha comunidade virtual o benefício do meu trabalho como uma <memoria viva> do Espaço Cultural.
Então eu comecei a me incentivar na minha própria Oficina para continuar a minha integração no bairro de Engenho Velho de Brotas, meu lugar de vida.
A Fotografia permite a comunicação e troca, mas também sela muita cobiça e inveja.
Na preocupação de querer compartilhar a minha experiência, integrei um MASTER2  de pesquisa no IPEAT da Universidade de Toulouse Jean Jaurès para deite-se os meus projetos e minha nova integração na Cultura Afro-Brasileira através a religião do Candomblé.
Este trabalho despertou em mim um longo e pessoal reprocessamento ate trazer a publicação de minha pesquisa.A retomada dos estudos universitários foi para mim a oportunidade de me reconectar com minhas origens e minha identidade brasileira.

De fato, da França, onde eu cresci, o Brasil e a maneira de chegar lá eram totalmente improváveis em um contexto desfavorável para uma reaproximação com minha família biológica brasileira.

A criação da Associação Comunidade Horta Fatumbi permitiu-me materializar uma comunidade de pertença simbólica que é intrínseca a minha identidade cidadão. Por isso, Horta Fatumbi Comunidade é em osmose com o que me rodeia, que é o bairro do Engenho Velho de Brotas, onde moro e ao redor da avenida Vasco da Gama, berço da Cultura e da história dos Candomblé da Bahia
A fotografia me permite encontrar um espaço de expressão que é benéfico para a minha assimilação na Cultura Afro Brasileira na Bahia. 

Rio Vermelho CP 2102 41950-970 Salvador – Bahia – Brasil +55 (71) 3261 3400 +55 (71) 9993 42484 horta.fatumbi.fabi@gmail.com

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