

Fonte ©Andrea Fiamenghi
Meu percurso não é antinômico ao de Frantz Fanon, psiquiatra antilhano que mobilizou seu campo de pesquisa durante a guerra da Argélia.
Por minha parte, sou neto de avós pied-noir e hoje vivo em Salvador da Bahia, sob protocolo médico da CPAM após um diagnóstico clínico.
Ambos nos apoiamos em uma perspectiva triangular — um tripé geográfico e cultural — para questionar as ideias preconcebidas que muitas vezes reduzem a relação entre doença mental e pobreza na explicação dos fenômenos culturais.
No caso dele, esse tripé liga o espaço Caribenho, o Norte da África e a França; no meu caso, ele se desenvolve entre o Brasil Afro-Brasileiro, a França e a África Ocidental.
Faby L.,