©Horta Fatumbi Comunidade - Ogan Fabien
Retrato de uma viajante, Hannah Oredugba :
- Voyageuse à la recherche de ses origines brésilienne, Slammeuse, commédienne, figurante profondement encré dans ses racines Réunionnaise -
Publicamente Hannah Oredugba é uma profissional do imobiliário em La Réunion (território francês).
Hannah Oredugba aparece listada como - agente corretora - ligada à Sunkaz, uma empresa/agência de imóveis em Saint-Pierre, Ilha de La Réunion, território francês no Oceano Índico (entre a Madagascar e o Sul da Índia).
Nas redes sociais (como Facebook) indicam que Hannah Oredugba IAD France – (Île de La Réunion) é apresentada como empreendedora nesta região.
Observações :
As fontes disponíveis não fornecem uma biografia completa, nem informações como formação acadêmica, histórico profissional detalhado somente indicam sua atuação local no setor imobiliário em La Réunion.
Em uma sociedade pós-moderna, as formas de trabalho se diversificam de acordo com os contextos geográficos, por razões econômicas, históricas, culturais e sociais. A profissão assume, assim, múltiplas aparências em função da organização da sociedade.
Para analisar esse fenômeno, é necessário realizar previamente uma análise do tecido econômico e social. Podem-se distinguir várias categorias:
- De um lado, o mundo do trabalho com os ativos.
- De outro, os inativos, isto é:
> Os aposentados, que recebem uma renda em função de seus anos de contribuição ao trabalho;
> Os estudantes, em situação de aprendizagem e formação com vistas a futuras profissões, de acordo com seu nível de escolaridade;
> Por fim, as pessoas que vivem de prestações/benefícios sociais em razão de situações de precariedade ou de incapacidade/invalidez para o trabalho.
Convém também questionar o papel social daqueles que chamarei de “não socializantes”, ou seja, os rentistas.
Do ponto de vista do vínculo social com o trabalho, esses indivíduos, que vivem exclusivamente das rendas de seu Kapital, quaisquer que sejam seus níveis de escolaridade e cultura (embora a integração social seja geralmente facilitada quando o nível escolar é elevado), fragilizam a relação com a comunicabilidade do emprego.
Eles se engajam, assim, em uma busca constante de capitalização do Kapital, erigida como única legitimidade de pertencimento ao mundo do trabalho.
Nesse contexto, observa-se hoje, na organização social das sociedades do hemisfério Norte, a emergência de uma nova forma de trabalho não quantificável, mas, ainda assim, muito presente – inclusive no hemisfério Sul, por razões sociais e econômicas diferentes.
Trata-se do que chamarei de “os Artistas”: pessoas que não trabalham no sentido clássico e não estão em formação institucional, mas que produzem um forte potencial cultural, frequentemente difícil de ser valorizado em uma sociedade produtivista.
No hemisfério Sul, esses indivíduos existem sob duas formas principais:
> Aqueles que não trabalham nem estudam por razões sociais, ligadas à inadequação ao mercado de trabalho (podendo, contudo, exercer atividades informais);
> Ao contrário, aqueles que não trabalham em razão de uma acumulação de Kapital suficiente, que torna o trabalho economicamente desnecessário.
Uma terceira forma de inadaptabilidade pode ser identificada:
A de indivíduos que, por seus altos níveis culturais ou técnicos, conseguiram construir seus próprios ofícios a partir de competências pessoais, criando assim um sistema “utópico” (no sentido de Foucault), paralelo à sociedade instituída.
O surgimento desse tipo de perfil profissional é relativamente recente nas sociedades europeias e pode ser compreendido como uma das consequências da elevação geral do nível de vida.
Por fim, essa dinâmica se inscreve na construção de uma sociedade desigual, com, de um lado, populações majoritárias historicamente estabelecidas, ocupando posições mais estruturantes e estatisticamente mais estáveis para a família e, de outro, populações oriundas das migrações, frequentemente afastadas de suas raízes, em situação de precariedade e de exílio.
Para estas últimas, - A ESCOLA - aparece como o único caminho possível de emancipação, tanto para sua própria geração quanto para a de seus filhos, por meio do acesso meritocrático à educação e, a longo prazo, à cidadania pela obtenção da nacionalidade.