A trajetória esportiva de Fabien Liquori :
O esporte ocupa um lugar importante na trajetória pessoal, acadêmica e internacional de Fabien Liquori. Embora nunca tenha seguido uma carreira como atleta profissional, ele considera o esporte um vetor de educação, comunicação, coesão social e diálogo intercultural.
Seu aprendizado da natação começa no Fluminense Football Club, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Essa primeira experiência marca sua infância no Brasil e contribui para seu vínculo com a cultura esportiva brasileira.
De volta à França, ele continua a praticar natação no Dauphins du TOEC (Toulouse Olympique Employés Club), entre 1989 e 1990, onde aperfeiçoa sua prática em um contexto associativo.
O esqui também ocupa um lugar importante em sua infância. Entre 1982 e 1984, ele pratica essa modalidade todas as quartas-feiras no Pyrénées Club de France. Além dessa atividade esportiva regular, realiza diversas estadias nos Pireneus e nos Alpes durante as férias escolares, na companhia de sua mãe, Danielle Liquori, e de seu tio. Essas experiências familiares permitem que ele descubra desde muito cedo o ambiente das montanhas, os esportes de inverno e os valores de solidariedade, autonomia e superação pessoal.
Seu vínculo com a montanha se prolonga na idade adulta, quando trabalha como sazonal na área de restauração na Haute-Savoie, na estação de esqui de Morzine, como auxiliar de cozinha. Essa experiência profissional permite que ele conheça o funcionamento de uma grande estação turística e a vida dos trabalhadores sazonais, em um ambiente fortemente marcado pelos esportes de inverno.
Esse interesse pelo esporte prossegue em sua trajetória universitária na Universidade Toulouse II – Le Mirail, onde cursa uma formação em Sociologia do Esporte e da Comunicação. Ali, desenvolve uma reflexão sobre o esporte como fenômeno social, cultural e midiático. Interessa-se, particularmente, pelo papel da mídia na construção dos grandes eventos esportivos, pela representação dos atletas, pelas identidades nacionais e pela influência da comunicação no desenvolvimento do esporte moderno.
Paralelamente às suas pesquisas, Fabien Liquori atua voluntariamente na área do futebol, desenvolvendo iniciativas que favorecem os intercâmbios entre a França e o Brasil, seus dois países de pertencimento. Por meio dessa iniciativa, considera o futebol uma ferramenta Diplomática, Cultural e Educacional, capaz de aproximar os povos e favorecer o diálogo intercultural.
Nesse contexto, participa, especialmente, da recepção de Lilian Thuram (ex-jogador da DREAM-TEAM da seleção francesa em 1998) no Espaço Cultural Pierre Verger, durante uma mesa-redonda organizada com os alunos da atividade « Esporte & Cidadania » sobre o RACISMO.
Nessa ocasião, Fabien também realizou a cobertura fotográfica do evento para alimentar as páginas do Facebook da Fundação Pierre Verger.
Seu engajamento voluntário já havia se manifestado durante a Copa do Mundo de Futebol de 1998, quando atuou como agente de segurança do estádio, bem como durante a Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014, como fotógrafo voluntário no âmbito de um programa em parceria com a UFBA (Universidade Federal da Bahia) e a Universidade de Brasília, especialmente no local da Fonte Nova, em Salvador, no estado da Bahia.
Assim, a trajetória esportiva de Fabien Liquori vai muito além da simples prática de atividades físicas. Ela se insere em uma visão na qual o esporte se torna objeto de estudo universitário, tema midiático, experiência profissional, espaço de encontros internacionais e meio de fortalecer os vínculos entre as culturas francesa e brasileira.

@Direitos autorias da foto reservado para marcar / Le Coq Sportif* (*R)
Saudades do Camping des Mûres, é aí que eu me encontrava com meus Tios da Educação Nacional :
Ô meu preferido, foi sempre o Tonton Henri, ele foi professor de esporte, foi com ele que pela primeira vez aos meus 16 anos, eu participei na turma do vôlei aos meus 16 anos e a meus primeiros campeonato de futebol na praia privada do Clube ao lado do Camping com seus filhos e o "Reis" do vôlei.
Era todo um ritual para montar o acampamento, quando nosso "chef" chegava, com a ajuda dos Capes da família, obviamente prevenidos da reserva de nosso Espaço pela Diretoria do Camping, já quando cheguei do Brasil ao meus 6 anos, eles já frequentavam este lugar a bem mais de 20 anos.
E o melhor esportista da família foi sempre o irmão maior do Henri, Tonton Pierre, ele vinha de Grenoble para se encontrar com a gente.
Ele era tanto um bom mergulhador como um fino nadador. Eu me lembro como todos os dias, eles também aproveitavam do mar no verão e com sua esposa Francette, nadar ao redor das boias.
Tinha também o Tonton Léon (o mais novo dos três), que era preparador Laborantine num colégio perto de Marseille (e do OM), eu gostava dele por causa do David, que tinha a coleção de brinquedos a maior do Camping.
Foi meu primeiro questionamento sobre a doença porque eu tenho uma foto dele boiando de criança comigo, porque ver ele de anos por anos a gente podia ver a evolução da sua invalidade.
Um dia, eu irei postar pode ser, a foto dele, no lugar daquela do Cleiton.
Eu cheguei até andar de moto com Patrick, fisioterapeuta, e o melhor Wind-surfurista de todo o fundo do Golf.
Eu gostava também de cinema a céu aberto com minha avô.
A gente até chegava com as cobertas para assistir os filmes a partir de 21h.
Eu cheguei até dormir na "estante", do Tonton Jean-Mi, este era do lado direto da minha Avô, para ir lá trabalhar 2 meses no verão.
O meu primeiro emprego foi um emprego sem carteira assinada porque o dono me contratou como Extra na Empresa apesar de ter toda a documentação para o fazer.
Era minha primeira experiência de trabalho, eu irei ser besta de não aceitar ?
Foi lá no Camping que eu tive minhas primeiras experiências internacionais da Europa porque já na época nós anos 80 tinham veranistas Europeus que vinham aqui desde dos anos 60.
Eu não tenho nenhuma ideia do como pode ser hoje, eu não quero imaginar que deve ter até a Wi-fi nos alongamentos individuais dos Espaços.
Pode ser que o Tonton Henri, apesar de não morar muito longe do mar na sua cidade de moradia, deve continuar a vir como francês por um outro motivo que os Alemães, Italianos, Espanhol, Holandes, Tchecoslováquia... (E outras nacionalidades que a gente reconhecia como as placas de numerologia dos carros) mas para rezar nossos mortos do outro lado mediterrâneo.
Na minha época era meu avó que tinha este papel para a família.